Fundada em 2018, a Atto Service cresce com contratos recorrentes, expansão nacional e aposta em fábrica própria e franchising O mercado de serviços técnicos ligados à automação cresce impulsionado por urbanização, demandas por segurança e padronização operacional. No Brasil, o setor ainda é fragmentado, com baixa profissionalização e forte dependência de mão de obra especializada, o que abre espaço para modelos mais estruturados e escaláveis. Foi nesse contexto que a engenheira Priscilla Fernandes decidiu empreender. Em 2018, sem capital inicial e enfrentando endividamento pessoal, ela fundou a Atto Service com foco em instalação, manutenção e automação de portas para clientes comerciais e industriais. A estratégia inicial priorizou eficiência operacional, padronização de processos e construção de uma base de contratos recorrentes. O modelo reduziu volatilidade de receita e aumentou previsibilidade financeira, um diferencial em um setor historicamente pulverizado. Em 2024, a empresa alcançou R$ 7,5 milhões em receita. No ano seguinte, fechou 2025 com faturamento de R$ 9 milhões, expansão da presença nacional e crescimento de 70% na base de contratos recorrentes. Para 2026, a Atto Service aposta na abertura de fábrica própria e no início do franchising como vetores de escala. A projeção é crescer ao menos 30% em faturamento, acompanhando um mercado que deve avançar 17,2% até 2033, segundo a Business Research Insights. O caso evidencia como profissionalização, recorrência e governança podem transformar um serviço técnico tradicional em um negócio de maior escala, margens mais previsíveis e potencial de consolidação em um mercado ainda pouco organizado.
Com IA, Zara acelera produção de imagens e corta custos com fotografia
Tecnologia encurta prazos, corta custos e sinaliza uma nova etapa da industrialização da moda, com impacto direto sobre fotógrafos e modelos. A Zara iniciou o uso de inteligência artificial para gerar imagens de modelos reais vestindo diferentes combinações de roupas, reduzindo a necessidade de novas sessões fotográficas. A iniciativa encurta prazos, diminui custos operacionais e amplia a velocidade de lançamento — um fator decisivo no fast fashion premiumizado que a marca vem construindo. Segundo a Inditex, a tecnologia funciona como complemento ao processo criativo, sem romper contratos ou comprometer a compensação financeira dos modelos envolvidos. Na prática, imagens-base são reaproveitadas e multiplicadas digitalmente, preservando identidade visual e coerência estética em escala industrial. O movimento não é isolado. Concorrentes como H&M e Zalando já utilizam soluções semelhantes para criar variações de looks, campanhas e catálogos digitais. A lógica é clara: menos estúdios, menos deslocamentos e menor dependência de equipes recorrentes, em um setor pressionado por margem e velocidade. O avanço, porém, gera ruído no ecossistema criativo. Associações de fotógrafos e profissionais de imagem alertam para a redução da demanda por sessões tradicionais, especialmente aquelas de menor orçamento e menor valor agregado — historicamente a porta de entrada para novos profissionais no mercado. Do ponto de vista estratégico, a adoção da IA se alinha ao reposicionamento da Zara. A marca opera hoje com menos lojas, maiores e mais sofisticadas, maior integração digital e controle rigoroso de custos. A tecnologia surge como ferramenta para preservar escala, estética e rentabilidade ao mesmo tempo. No horizonte, o tema deve ganhar contornos regulatórios. Direitos de imagem, remuneração, uso de likeness digital e limites éticos da automação criativa tendem a entrar na agenda de 2026. A IA deixa de ser experimento e passa a redefinir, de forma estrutural, a cadeia produtiva da moda.
CEO do PageGroup diz que IA muda processos, mas não substitui o fator humano no recrutamento
Em passagem por São Paulo, Nicholas Kirk defende presença física da liderança, alerta para riscos à formação de jovens talentos e reforça o papel do especialista em headhunting. O britânico Nicholas Kirk chegou a São Paulo em meio à agenda intensa que marca a rotina de quem lidera uma consultoria global de recrutamento. Do aeroporto de Guarulhos ao escritório no Itaim Bibi, foram três horas de trânsito — uma amostra do ritmo acelerado do mercado onde o PageGroup atua. Para Kirk, estar presente fisicamente é parte essencial da liderança em um negócio centrado em pessoas. A afirmação reflete a cultura do grupo, controlador da Michael Page, e ganha relevância em um momento de avanço acelerado da inteligência artificial nos processos corporativos. Segundo o executivo, a IA é uma aliada para ganho de eficiência operacional, mas não altera o núcleo do recrutamento executivo. Na sua avaliação, empresas e candidatos continuarão buscando a segurança de um especialista humano para orientar decisões críticas de carreira e sucessão. Kirk acredita que o recrutamento passará por transformações profundas, mas não pela eliminação do contato humano. O diferencial competitivo, afirma, estará cada vez menos no acesso à informação e mais na capacidade de aplicá-la com julgamento, contexto e experiência. O CEO também chama atenção para um risco estrutural no mercado de trabalho. A automação de funções de entrada pode reduzir oportunidades para jovens recém-formados, comprometendo a formação de lideranças futuras e a sustentabilidade dos pipelines de sucessão nas organizações. Apesar do alerta, Kirk evita um discurso alarmista. Para ele, a inteligência artificial substitui tarefas, não pessoas. O impacto real estará na redefinição do papel do líder, que precisará combinar conhecimento técnico, execução consistente e sensibilidade humana em um ambiente cada vez mais tecnológico.
Flávio Bolsonaro defende união da direita contra o PT nas eleições
Senador afirma que candidatura única pode evitar dispersão de votos e cita governadores e lideranças nacionais como nomes centrais no campo da oposição ao Partido dos Trabalhadores. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a união da direita e do centro-direita para enfrentar o Partido dos Trabalhadores nas próximas disputas eleitorais. A declaração ocorre em meio às discussões sobre a formação de uma frente comum de oposição ao governo federal. No discurso, o parlamentar afirmou que divergências internas não inviabilizam a construção de uma candidatura única, desde que haja alinhamento em pontos centrais do programa político. Segundo ele, o foco deve ser a derrota do PT e a resposta à expectativa do eleitorado identificado com a direita. Flávio Bolsonaro destacou que a fragmentação de candidaturas tende a enfraquecer o campo oposicionista. Para o senador, a união seria estratégica para evitar a dispersão de votos e ampliar a competitividade eleitoral frente ao grupo atualmente no poder. No vídeo, o senador citou nomes considerados relevantes no cenário nacional, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o governador do Paraná, Ratinho Jr, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Segundo o senador, essas lideranças reúnem capital político e capacidade de diálogo com diferentes segmentos da direita e do centro-direita. A menção pública aos nomes indica uma tentativa de ampliar o debate sobre alternativas eleitorais viáveis fora do PT. O posicionamento reforça o movimento antecipado de articulação para o próximo ciclo eleitoral. A construção de uma candidatura unificada, no entanto, depende de acordos partidários, definição de prioridades programáticas e capacidade de coordenação entre projetos regionais distintos.
Governo compra 40 Smart TVs para sessões de cinema em presídios federais
Equipamentos custam cerca de R$ 85 mil, serão usados de forma coletiva e supervisionada e integram programa cultural da Secretaria Nacional de Políticas Penais. O governo federal adquiriu 40 Smart TVs que serão utilizadas em sessões coletivas de cinema nas penitenciárias federais de segurança máxima. A iniciativa faz parte de um programa cultural conduzido pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, vinculada ao Ministério da Justiça, com foco em ações de reintegração social. Segundo a pasta, os equipamentos passam por configuração técnica rigorosa. Não há acesso à internet, nem possibilidade de uso individual. Todo o conteúdo exibido é previamente autorizado, e as sessões ocorrem sob supervisão direta de agentes penitenciários. As TVs serão distribuídas entre as cinco unidades do sistema penitenciário federal. O custo total da aquisição foi estimado em aproximadamente R$ 85 mil. O valor, embora relativamente baixo dentro do orçamento público, concentrou críticas e questionamentos políticos sobre a alocação de recursos no sistema prisional. O debate público gira em torno das prioridades do Estado. De um lado, críticos apontam a necessidade de direcionar recursos para segurança, infraestrutura e pessoal. De outro, defensores da medida destacam o papel de atividades culturais como instrumento de disciplina, redução de tensões internas e preparação para a reintegração social. A Senappen sustenta que a iniciativa não configura benefício individual nem ampliação de direitos aos detentos. Trata-se, segundo o órgão, de uma política institucional alinhada às diretrizes da execução penal federal e às práticas internacionais de gestão prisional. O episódio evidencia um dilema recorrente na política pública: equilibrar rigor penal, segurança institucional e estratégias de ressocialização. Em um sistema historicamente pressionado por custos e resultados, decisões desse tipo tendem a seguir no centro do debate político e orçamentário.
CEO da TAG Heuer deixa o cargo em meio à turbulência do setor
Executivo, que havia assumido a posição em julho de 2025, encerra um ciclo de 23 anos no grupo LVMH em um momento de pressão sobre o mercado global de relógios. A TAG Heuer anunciou a saída de seu CEO em um momento delicado para a indústria global de relógios de luxo. O executivo havia assumido o cargo em julho de 2025 e deixa a posição após uma curta passagem, encerrando também uma trajetória de 23 anos dentro do grupo LVMH. A decisão ocorre em um contexto de desaceleração do consumo de bens de alto valor. O setor enfrenta queda de demanda em mercados-chave, como China e Estados Unidos, além de maior seletividade dos consumidores diante de juros elevados e incertezas macroeconômicas. Para a TAG Heuer, a troca de liderança acontece em uma fase estratégica. A marca busca equilibrar tradição relojoeira, inovação tecnológica e posicionamento frente a concorrentes que avançam tanto no segmento ultra premium quanto no de smartwatches de alto valor agregado. No âmbito do LVMH, o movimento reforça uma tendência recente de ajustes finos na governança das casas do grupo. A holding tem adotado mudanças pontuais de liderança para responder mais rapidamente às oscilações do mercado e preservar margens em um cenário menos favorável ao luxo aspiracional. Analistas veem a saída como reflexo da pressão por resultados em ciclos cada vez mais curtos. A expectativa por respostas rápidas contrasta com a natureza histórica e artesanal do setor, que tradicionalmente opera com horizontes de longo prazo. O próximo passo da TAG Heuer será sinalizar continuidade estratégica ao mercado. A escolha do novo comando deve indicar se a marca seguirá priorizando reposicionamento, expansão internacional ou eficiência operacional como alavancas centrais de crescimento.
Ela mostrou o caminho para o Brasil exportar quase US$ 1,5 bilhão em pedras naturais
À frente de uma articulação inédita entre logística, mercado internacional e gestão empresarial, Flávia Milaneze consolida o Brasil como fornecedor global de rochas ornamentais. O setor brasileiro de rochas naturais registra em 2025 um de seus momentos mais consistentes em termos de crescimento, estratégia e posicionamento internacional. As exportações se aproximam de US$ 1,5 bilhão, resultado de uma combinação rara entre demanda global aquecida, eficiência logística e gestão orientada ao mercado externo. No centro desse avanço está Flávia Milaneze, executiva que transformou uma empresa familiar do Espírito Santo em uma plataforma de conexão entre produtores brasileiros e polos internacionais de consumo. A atuação vai além da venda. Envolve inteligência comercial, construção de marca e negociação logística em mercados complexos. Um dos marcos recentes é a expansão no Oriente Médio, região estratégica para o setor de construção de alto padrão. A abertura desse mercado ocorre por meio de acordos logísticos inéditos, que reduzem custos, aumentam previsibilidade e ampliam a competitividade do produto brasileiro frente a fornecedores tradicionais. O desempenho do setor também reflete mudanças estruturais. Empresas investem em governança, padronização de processos e posicionamento premium. A rocha brasileira deixa de ser apenas commodity e passa a disputar espaço como produto de valor agregado, com design, rastreabilidade e sustentabilidade. Do ponto de vista econômico, o impacto é relevante. O avanço das exportações fortalece a balança comercial, gera empregos industriais e logísticos e consolida o Espírito Santo como hub global de rochas ornamentais. O setor ganha escala sem perder diversidade produtiva. A trajetória evidencia uma lição central para o agronegócio mineral brasileiro: crescimento internacional exige mais do que oferta. Exige estratégia, leitura de mercado e capacidade de construir pontes duradouras com o mundo.
“Hoje fiz o que tinha que fazer”, diz Moraes após determinar transferência de Bolsonaro
Declaração do ministro do STF ocorre horas depois de decisão que transfere o ex-presidente para a Papudinha e define regras de custódia, saúde e visitas O ministro do Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, voltou ao centro do debate público ao comentar, em tom informal, uma decisão de grande impacto político. Durante a colação de grau de alunos de Direito da USP, afirmou que “hoje já fez o que tinha que fazer”, arrancando risos e aplausos da plateia. A declaração ocorreu poucas horas depois de Moraes determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. A decisão integra um conjunto de medidas voltadas à custódia do ex-mandatário, com atenção especial às condições de saúde e ao acompanhamento médico. O despacho estabelece assistência médica particular 24 horas por dia. Em caso de atendimento hospitalar de urgência, a defesa deve comunicar o STF em até 24 horas. O ministro também manteve a autorização para visitas familiares, com dias e horários previamente definidos. Do ponto de vista institucional, o episódio evidencia a centralidade do Supremo em decisões que extrapolam o campo jurídico e produzem efeitos políticos e simbólicos relevantes. A forma como Moraes se manifesta em eventos públicos amplia a repercussão de suas decisões e reforça sua posição como figura-chave no atual cenário institucional. Para o mercado e para observadores da governança pública, o caso sinaliza continuidade na atuação firme do Judiciário em processos de alta sensibilidade política. A previsibilidade das regras impostas — mesmo em decisões duras — é vista como fator relevante para a estabilidade institucional. A fala descontraída, embora fora do ambiente formal do tribunal, contribui para o debate sobre os limites entre comunicação pública, protagonismo judicial e percepção social das decisões do STF.
Jovem abandonado em trilha transforma repercussão digital em campanha publicitária
Caso que ganhou as redes vira estratégia de marketing de uma rede de fast food e expõe a velocidade com que histórias virais são convertidas em negócios O caso do jovem abandonado em uma trilha, que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, evoluiu para um novo capítulo: a transformação da história em campanha publicitária de uma rede de fast food. O movimento ilustra a dinâmica atual do marketing, em que narrativas pessoais viralizadas são convertidas em ativos comerciais em ritmo acelerado. A visibilidade começou com a exposição do episódio nas plataformas digitais e foi impulsionada pela cobertura da Revista Veja. Em poucos dias, o caso ultrapassou o campo da curiosidade e entrou no radar de marcas atentas ao engajamento orgânico e ao potencial de identificação com o público jovem. Do ponto de vista estratégico, a escolha do personagem reforça uma tendência clara: marcas buscam histórias reais, com alto alcance espontâneo, para reduzir custos de mídia e aumentar a autenticidade percebida. O storytelling, nesse contexto, se torna mais relevante do que a produção tradicional de campanhas. Há também um componente de timing. A conversão rápida de um fato viral em ação publicitária demonstra maturidade das áreas de marketing em monitorar redes sociais e agir em tempo real, transformando atenção digital em valor de marca. Por outro lado, o caso levanta discussões sobre governança e reputação. A associação com histórias sensíveis exige cuidado para evitar percepção de oportunismo ou exploração excessiva do episódio, um risco crescente em estratégias baseadas em viralização. No balanço, o episódio revela como o marketing contemporâneo opera na interseção entre redes sociais, cultura digital e negócios. Histórias individuais, quando ganham escala, passam a integrar o portfólio estratégico das marcas, redefinindo a fronteira entre entretenimento, notícia e publicidade.
Ratinho Júnior afirma possibilidade de disputar a Presidência
Governador do Paraná diz estar aberto ao debate eleitoral e entra no radar da sucessão presidencial O governador do Paraná, Ratinho Júnior, afirmou que existe a possibilidade de disputar a Presidência da República. A declaração amplia seu alcance no debate político nacional e sinaliza uma movimentação estratégica em um cenário ainda em formação para a próxima eleição presidencial. A fala ocorre em um momento de antecipação das articulações políticas, em que governadores buscam capitalizar resultados regionais e construir narrativas de gestão para além de seus estados. No caso de Ratinho Júnior, o movimento sugere disposição para dialogar com um eleitorado mais amplo e testar viabilidade política em nível nacional. Do ponto de vista estratégico, a sinalização não representa necessariamente uma candidatura formal, mas funciona como instrumento de posicionamento. Ao se colocar no debate, o governador amplia seu poder de negociação partidária e sua visibilidade junto a diferentes campos políticos. O contexto também reflete uma fragmentação do cenário eleitoral, com ausência de consensos claros e espaço para novos nomes. Governadores tornam-se peças centrais nesse tabuleiro, por reunirem experiência administrativa e exposição institucional. Para o mercado e agentes econômicos, esse tipo de movimento é acompanhado com cautela. A previsibilidade, a agenda econômica e o compromisso com responsabilidade fiscal tendem a ganhar peso à medida que potenciais candidatos se apresentam. A declaração de Ratinho Júnior, portanto, deve ser lida como parte de um processo gradual de construção política. O avanço ou recuo dessa possibilidade dependerá de alianças, cenário nacional e desempenho das atuais lideranças no debate público.